segunda-feira, 14 de maio de 2018

Dia de Feira em Monte Redondo

Ilust.

"... Este lugar foi batizado com o nome de Monte Redondo porque no meio de zonas de características planas, com bastante vegetação da qual se realça o Pinheiro Bravo, se avistava um monte, onde, segundo a lenda, há muitos anos viveram os mouros. Pouco se sabe da sua existência na nossa região. Esse monte de forma redonda que tem no seu cume uma guarita e na sua base uma enorme pedra em forma de cadeira onde, dizem, se sentava a moura – servia para vigiar e proteger os animais dos intrusos, por isso ficou conhecida por Cadeira da Moura. 
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As atividades económicas centravam-se na agricultura, criação de gado, sivicultura, exploração de moinhos junto aos ribeiros, tecelagem, olaria e exploração do pez. Em 1854 é criada a Feira dos 29... (ler+)

quarta-feira, 9 de maio de 2018

GUILHERME FILIPE


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"... Guilherme Filipe fez parte de um grupo de intelectuais que em 1958 apoiou a candidatura do General Humberto Delgado à presidência da República. Numa sociedade em que a censura imperava e que os opositores ao regime eram silenciados, Guilherme Filipe viveu a partir de então como um proscrito tendo morrido três anos antes da instauração da democracia em Portugal. ..." (ler+)

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Ai, Lereno!

Ilust.

Porém, a exaltação da língua portuguesa sobressai como evidente manifestação de resistência à castelhanização forçada num tempo de  domínio filipino em Portugal, como resposta a um sentimento de inconformismo perante a perda oficial do idioma pátrio:

"E verdadeiramente que não tenho a nossa língua por grosseira nem por bons os argumentos com que alguns querem provar que é essa; antes é branda para deleitar, grave para engrandecer, eficaz para mover, doce para pronunciar, breve para resolver e acomodada às matérias mais importantes da prática e escritura.

Para falar, é engraçada, com um modo senhoril; para cantar, é suave, com um certo sentimento que favorece a música; para pregar , é substanciosa, com uma gravidade que autoriza as razões e as sentenças; para escrever cartas, nem tem infinita cópia que dane, nem brevidade estéril que a limite; para histórias, nem é tão florida que se derrame, nem tão seca que busque o favor das alheias.

A pronunciação não obriga a ferir o céu da boca com aspereza, nem a arrancar as palavras com veemência do gargalo.

Escreve-se da maneira que se lê, e assim se fala.

Tem de todas as línguas o melhor: a pronunciação da latina, a origem da grega, a familiaridade da castelhana, a brandura da francesa, a elegância da italiana. Tem mais adágios e sentenças que todas as vulgares, em fé de sua antiguidade. E, se à língua hebreia, pela honestidade das palavras, chamaram santa, certo que não sei eu outra que tanto fuja de palavras claras em matéria descomposta, quanto a nossa. E, para que diga tudo, um só mal tem, e é que, pelo pouco que lhe querem seus naturais, a trazem mais remendada que capa de pedinte!"
(In Corte na Aldeia)

                        Soneto

Mil anos há que busco a minha estrela
E os Fados dizem que ma têm guardada;
Levantei-me de noite e madrugada,
Por mais que madruguei, não pude vê-la.

Já não espero haver alcance dela
Senão depois da vida rematada,
Que deve estar nos céus tão remontada
Que só lá poderei gozá-la e tê-la.

Pensamentos, desejos, esperança,
Não vos canseis em vão, não movais guerra,
Façamos entre os mais uma mudança:

Para me procurar vida segura
Deixemos tudo aquilo que há na terra,
Vamos para onde temos a ventura. 


Rodrigues Lobo por José Hermano Saraiva


sábado, 21 de abril de 2018

SOUSA LOPES



Ilust.27


Pintor e desenhador português, natural de Vidigal, lugar da Freguesia de Pousos, Concelho de Leiria, ... (ler+)


Ilust.26