terça-feira, 14 de novembro de 2017

O TROVEIRO ESTETA


MPF

(João Corrêa d' Oliveira, autor dramático e prosador, nascido em 1881, em S. Pedro do Sul, e falecido em 1960, em Esposende, irmão do poeta António Correia de Oliveira, que aqui lembrei.)

sábado, 11 de novembro de 2017

S. MARTINHO

 O Sec.Com.

"Os Santos populares no nosso país são festejados no tempo quente de Verão: Santo António, São João e São Pedro. No Inverno há apenas um, que chega com o frio: São Martinho, que associamos à prova do vinho novo e às castanhas. Martinho nasceu no séc. IV em 316 ou 317 D.C. Terá sido baptizado, por volta do ano 339. São mais de 1600 anos de popularidade. Mas saberemos mesmo quem foi São Martinho?"  (ler+)

E não esqueça... «Castanhas e vinho pelo São Martinho»

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Ai flores, ai flores do verde pino!


1916


2017

"... "O Pinhal de Leiria está sujeito a que aconteça um cataclismo enorme por falta de limpeza e de tratamento, que poderá provocar um incêndio que irá destruir a maior parte do Pinhal de Leiria", avisou Gabriel Roldão, 81 anos, estudioso do Pinhal de Leiria há mais de quatro décadas. 
..."deixou de existir a ação conservadora do Pinhal de Leiria", propriedade do Estado, com 11.080 hectares, dividido em 342 talhões e que tem como espécie principal o pinheiro-bravo. (ler+)
 VERGONHA!
REVOLTA!

Três jovens músicos de Leiria fizeram uma música de homenagem ao Pinhal de Leiria, ardido quase na totalidade no incêndio de dia 15 de outubro
GNK - ADAMASTOR" O TEMA DA REVOLTA PELO PINHAL DE LEIRIA



Uma colossal catástrofe devida, em grande parte, à incúria (e ignorância, diria eu) de sucessivos governos que não zelaram por uma das mais importantes e maiores riquezas naturais do país. Num ápice, ficaram reduzidos a cinzas 7 séculos da nossa História e o maior pulmão do país. Uma verdadeira calamidade ecológica, uma mágoa, uma perda que carrego como a de um ente querido. Muitas vezes, ao verificar o abandono e falta de limpeza da mata, me acudia à lembrança a tragédia de mais um fogo, mas, era tão horrível só de pensar, que logo atirava fora com esse pesadelo. Afinal, o pesadelo tornou-se realidade...  
Agora é tempo de plantar outro Pinhal do Rei, já que a República não tomou boa conta daquele que herdámos! É certo que grande parte não é recuperável, que o Pinhal do Rei não voltará a ser o que era, mas esperemos que, pelo menos, se proceda brevemente a uma genuína reflorestação da área ardida...
Enquanto esperamos, relembremos, nas palavras de Afonso Lopes Vieira, o que era
"O Pinhal do Rey"

Catedral verde e sussurrante, aonde 
a luz se ameiga e se esconde 
e aonde, ecoando a cantar, 
se alonga e se prolonga a longa voz do mar: 
ditoso o "Lavrador" que a seu contento 
por suas mãos semeou este jardim; 
ditoso o Poeta que lançou ao vento 
esta canção sem fim...

Ai flores, ai flores do Pinhal florido, 
que vedes no mar? 
Ai flores, ai flores do Pinhal florido, 
rei D. Dinis, bom poeta e mau marido, 
lá vem as velidas bailar e cantar. 


Encantado jardim da minha infância, 
aonde a minh'alma aprendeu 
a música do Longe e o ritmo da Distância 
que a tua voz marítima lhe deu; 
místico órgão cujo além se esfuma 
no além do Oceano, e onde a maresia 
ameiga e dissolve em bruma, 
e em penumbra de nave, a luz do dia. 
Por estes fundos claustros gemem 
os ais do Velho do Restelo... 
Mas tu debruças-te no mar e, ao vê-lo, 
teus velhos troncos de saudades fremem...

Ai flores, ai flores do Pinhal louvado, 
que vedes no mar? 
Ai flores, ai flores do Pinhal louvado, 
são as caravelas, teu corpo cortado, 
é lo verde pino no mar a boiar.

Pinhal de heróicas árvores tão belas, 
foi do teu corpo e da tua alma também 
que nasceram as nossas caravelas 
ansiosas de todo o Além; 
foste tu que lhe deste a tua carne em flor 
e sobre os mares andaste navegando, 
rodeando a terra e olhando os novos astros, 
ó gótico Pinhal navegador, 
em naus, erguida, levando 
tua alma em flor na ponta alta dos mastros!...

Ai flores, ai flores do Pinhal florido, 
que vedes no mar? 
Ai flores, ai flores do Pinhal florido, 
que grande saudade, que longo gemido 
ondeia nos ramos, suspira no ar!

Na sussurrante e verde catedral 
oiço rezar a alma de Portugal: 
ela aí vem, dorida, e nos seus olhos 
sonâmbulos de surda ansiedade, 
no roxo da tardinha, 
abre a flor da Saudade; 
ela aí vem, sozinha, 
dorida do naufrágio e dos escolhos,
viúva de seus bens 
e pálida de amor, 
arribada de todos os aléns 
de este mundo de dor; 
ela aí vem, sozinha, 
e reza a ladainha 
na sussurrante catedral aonde 
toda se espalha e esconde, 
e aonde, ecoando a cantar, 
se alonga e se prolonga a longa voz do mar...

(In "Ilhas de Bruma")

domingo, 8 de outubro de 2017

Carta da Aldeia


Do tempo em que se escrevia cartas...
Um poema de Marques da Cruz, musicado por Coutinho d'Oliveira e interpretado por António Menano.



Pode ainda ouvir o mesmo tema interpretado por Menano, mas acompanhado ao piano,

ou interpretado por Lomelino Silva, o "Caruso português",



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

D. JOSÉ DE ATHAYDE



D.L.55

D.L. 68

"José Carlos Franco da Silva de Athayde (Leiria, 5 de outubro de 1934 — Lisboa, 15 de junho de 2017) foi um equitador e cavaleiro tauromáquico português. ..." (ler+)

D.L.60


"José d’Athayde

Uma Lenda Viva da Cultura Equestre Portuguesa" (ler+)

domingo, 24 de setembro de 2017

O monólogo do Vaqueiro


I.P.

(eu diria mesmo mais: ...nas cenas portuguesas há muita necessidade de quem discorra, ah, pois há!...)