terça-feira, 13 de março de 2012

ADELAIDE FELIX

Cron.Fem.1973

Uma jornalista e grande escritora, que falta estudar, e que escreveu sobre Leiria, as suas terras e as suas gentes. (verbete publicado em 18.07.2011)

Adelaide Félix (Santarém 1892 - Lisboa 1971) licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e estagiou na Alemanha, país que visitava regularmente.
Publica o seu primeiro romance "Hora de instinto" em 1919 a que se segue, em 1921, uma colectânea de contos "Miragens Torvas".
Foi Teófilo Braga, seu mestre de Literatura, quem a incentivou a seguir a vida literária, tendo-lhe prefaciado um ensaio - "Shakespeare e o Othelo".
Exerceu funções docentes no Liceu D. Filipa de Lencastre, em Lisboa e foi também professora no Liceu de Leiria, tal como a própria afirma no "Roteiro de viagens feitas no mar tormentoso das letras por gentes de Leiria e seu termo", conferência que pronunciou na noite de 22.03.1944, na Casa do Distrito de Leiria, em Lisboa, "É ainda de Rodrigues Lobo, o liceu onde orgulhosamente eu servi..."
É também com muito orgulho que aqui confesso que o meu interesse por esta notável mulher de Letras é, para além de académico, do foro pessoal, uma vez que a conheci pessoalmente, diria, familiarmente, e dela guardo agradáveis memórias da minha infância e juventude.
Da sua considerável bibliografia, destacaria hoje o sobremencionado "Roteiro...",


uma vez que, encontrei, num "O Occidente" de 1911, um interessante apontamento acerca de um dos notáveis leirienses a que Adelaide Félix se referiu nessa sua alocução - o poeta José Daniel Rodrigues da Costa, o José Daniel do Almocreve de petas, que pertenceu à Nova Arcádia, onde usou o nome de "Josino Leiriense". 
"Surriada a Massena em Portugal", uma pateada que tanto calça Massena como igualmente bem veste qualquer actual "...Alteza que tem / caracter de ambicioso / a todos se torna odioso: / pois é por intenções más / no que diz e no que faz / Um ladrão facinoroso"... Ora leiam




O Occidente 1911

4 comentários:

  1. Cara amiga Ofélia

    Não sei se chegou a reparar no meu blogue a refº que fiz a Adelaide Félix.
    http://dispersamente.blogspot.pt/2013/04/leiria-nos-anos-60.html
    e a ligação que também teve com a minha mulher Zaida Paiva (O livro tem uma dedicatória pessoal de AF à Zaida).

    Coincidências... e tempos passados...

    Abraço
    António N

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  2. Claro que reparei! Trago-o sp debaixo d'olho :) Se não comento habitualmente, é apenas por falta de tempo.

    Conheci bem a Adelaide Félix; qdo vinha a Leiria, com a irmã, quase sp, ficava em nossa casa.
    Provavelmente, tb conhecerei a sua mulher, que deve andar pela minha idade. As outras Paiva, como já lhe disse, conheço bem; amiga da família, foram minhas colegas no Liceu.
    Agradecida pelo destaque ao meu verbete acerca da A.F.

    Abraço
    O.

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  3. Conheci a escritora Adelaide Félix, por ser amiga de meu pai,bem como a sua irmã. Passou-se nos anos sessenta e recordo-me de as ver no Monte Estoril, onde creio passavam férias. Também foram de visita à ilha da Madeira, de onde meu pai é natural, Horácio Bento de Gouveia, escritor regionalista e professor do ensino liceal - 1901-1983 e passaram uns dias na nossa casa, no norte da ilha, em Ponta Delgada. Possuo alguns livros da escritora com dedicatória para meu pai. Saudosas lembranças.

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  4. Conheci a escritora Adelaide Félix, por ser amiga de meu pai,bem como a sua irmã. Passou-se nos anos sessenta e recordo-me de as ver no Monte Estoril, onde creio passavam férias. Também foram de visita à ilha da Madeira, de onde meu pai é natural, Horácio Bento de Gouveia, escritor regionalista e professor do ensino liceal - 1901-1983 e passaram uns dias na nossa casa, no norte da ilha, em Ponta Delgada. Possuo alguns livros da escritora com dedicatória para meu pai. Saudosas lembranças.

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